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Seguindo o caminho das “Águas da Garbosa”

Há rios que continuam atravessando uma cidade mesmo quando já não conseguimos vê-los.

Em São João Nepomuceno, muitos dos cursos d’água que participaram da formação e do crescimento do município foram transformados pela urbanização. Alguns permanecem visíveis em determinados trechos; outros foram canalizados, escondidos ou incorporados à paisagem urbana de tal maneira que sua presença passou a fazer parte do cotidiano sem necessariamente ser percebida.

É a partir dessa paisagem que nasce Águas da Garbosa: entre rios invisíveis e histórias reveladas, primeiro projeto documental em execução pela Cultura Territorial Filmes.

O projeto propõe investigar São João Nepomuceno a partir de suas águas, buscando compreender como rios e córregos participaram da construção do território e das relações estabelecidas pela população com a cidade.

Seguir o caminho das águas

A pesquisa parte de uma pergunta:

O que aconteceu com as águas que atravessam a cidade — e o que elas ainda podem nos contar?

Para tentar respondê-la, estamos percorrendo diferentes pontos do município, reunindo informações históricas e territoriais, registrando paisagens e buscando pessoas que possam compartilhar suas memórias e experiências relacionadas às águas.

Um dos acontecimentos que ocupa lugar importante nessa investigação é a grande enchente da década de 1960, lembrada por moradores mais antigos como um dos episódios marcantes da história urbana de São João Nepomuceno.

Mais do que reconstruir um acontecimento isolado, queremos compreender o que ele revela sobre a cidade: sua ocupação, suas transformações, suas relações com os cursos d’água e as memórias que permaneceram entre diferentes gerações.

Um documentário em construção

Águas da Garbosa está sendo desenvolvido como um documentário de média-metragem, combinando pesquisa histórica e territorial, entrevistas, registros de paisagem, imagens aéreas e captação de som.

O filme ainda está em processo de pesquisa e produção. Isso significa que muitas das histórias que farão parte da narrativa ainda estão sendo descobertas.

É justamente essa característica que queremos compartilhar por aqui.

Ao longo da produção, este blog poderá acompanhar parte desse percurso: os lugares que encontramos, as histórias que ouvimos, os documentos pesquisados, os caminhos percorridos e algumas das descobertas que ajudam a construir o filme.

O projeto reúne o núcleo de realização da Cultura Territorial Filmes e profissionais convidados que contribuem para diferentes etapas da produção. Matheus de Castro Rodrigues Menezes conduz a direção geral, pesquisa, roteiro e apresentação; Pedro Henrique Ferreira Alves de Almeida atua na produção executiva, edição e montagem; Kaique Abreu Filgueiras participa da direção de fotografia, captação de imagens e registros aéreos; Everson de Souza Rezende contribui com a narração; e Jonathan Lage atua na captação, edição e tratamento de áudio.

Uma história que ainda está sendo contada

Este é apenas o primeiro registro de Águas da Garbosa por aqui.

Ainda temos rios para encontrar, documentos para pesquisar, paisagens para percorrer e histórias para ouvir.

Porque investigar as águas de uma cidade também é investigar a própria cidade: seus caminhos, suas transformações, suas memórias e as relações construídas ao longo do tempo.

Estamos seguindo o caminho das águas.

E este blog vai acompanhar parte desse percurso.

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